Nascido no Porto em 1956, exercendo as funções de médico em Vila Nova de Gaia, é autor de uma obra ficcional já vasta e premiada em Portugal, que começa a projectar-se no estrangeiro (em 2006, o romance Dois Urubus Pregados no Céu foi traduzido em Itália) e a merecer, com justiça, a atenção da melhor crítica literária.

Membro da Associação Portuguesa de Escritores, da Associação de Escritores de Gaia, da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e do Pen Clube Português, Miguel Miranda revelou-se na década de 90 com a colectânea Contos à Moda do Porto (1996), vencedora do Grande Prémio do Conto 1996 da APE, a que se seguiu o romance O Estranho Caso do Cadáver Sorridente (1998), agraciado com o Prémio Caminho de Literatura Policial 1997, ambos depois da menos conhecida obra de estreia, O Complexo de Sotavento (1992). Representado no Dicionário de Personalidades Portuenses de Século XX,publicado pela Porto Capital da Cultura 2001, e no Dicionário Literatura Portuguesa no Mundo, de Célia Vieira e Isabel Rio Novo, incluído em várias colectâneas de contos, Miguel Miranda tem vindo a publicar regularmente. Assim, constam da bibliografia do Autor: Caçadores de Sonhos (1996); Bailado de Sombras (1997); Livrai-vos do Mal (1999); A Mulher que Usava o Gato Enrolado ao Pescoço (2000); A Maldição do Louva-a-Deus (2001); Dois Urubus Pregados no Céu (2002); Princesa Voadora (incursão na literatura infantil, 2003); Como se Fosse o Último (2004); O Silêncio das Carpideiras (2005) e O Rei do Volfrâmio (2008).

Nesta obra considerável, que percorre os mais diversos géneros narrativos, Miguel Miranda retrata quase sempre um universo urbano, povoado de personagens tão estranhas e inesperadas quanto familiares e credíveis.

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