Conhecido letrista português, Carlos Tê é também cronista, contista e romancista.

Carlos Alberto Gomes Monteiro (Carlos Tê) nasceu no Porto, na freguesia de Cedofeita, a 14 de Junho de 1955. O seu genuíno gosto pela música pop levou a que os amigos de juventude lhe chamassem Tarado Musical, cuja sigla TM vem a perder o M e a deixar o T. (Tê)

Nascido no seio de uma família modesta, teve o seu primeiro emprego aos 14 anos, num escritório de automóveis, depois de ter desistido da escola um ano após a conclusão do Ciclo Preparatório, pois por vontade do pai tinha sido integrado na via profissionalizante do ensino para seguir o curso de montador de serralheiro, para o qual não se sentia vocacionado.

Mais tarde, e ao longo de 16 anos, trabalhou no Banco de Portugal.

Entrou no Curso de Filosofia com 24 anos, ao mesmo tempo que saía o seu primeiro single. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a sua licenciatura.
Foi leitor assíduo de jornais ingleses "New Musical Express", "Sounds", que comprava na Livraria Bertrand. Foi sempre um apaixonado por música e o que mais lhe despertou interesse, durante a juventude, foram as canções de rock e pop que continham apelos de libertação e mudança.

É cantor, letrista, cronista, contista e romancista.

Publicou o álbum "A Voz e a Guitarra" e esteve presente no projecto Cabeças No Ar que veio a dar origem a um musical com o mesmo nome. Escreveu ainda mais dois musicais, Amor Solúvel e o último, Missa do Galo, uma cantata pop com música ao vivo que estreou em Março deste ano.

Tornou-se mais conhecido através da publicação do álbum “Ar de Rock” de Rui Veloso, o qual integra letras de sua autoria: “A Origem do Mal”, “Arménio” (o trolha da Areosa), “Bairro do Oriente”, “Do Meu Vagar”, “Fado do ladrão enamorado””, Jura”, “Lado Lunar””, Lagos de cristais”, “Não há estrelas no céu”, “O prometido é devido”, “O que eu quero ser quando for grande””, Paixão”, “Porto Côvo”, “Porto Sentido”e ” Sei de uma camponesa”.

Escreveu também letras para os Clã, os Trovante, para as bandas Salada de Frutas e Jafumega.

Enquanto cronista, publicou, no jornal Público, uma série de crónicas, que marcaram a sua presença todos os meses, entre 1991 e 1994. Nos últimos anos tem publicação assídua no jornal Expresso.

Tem ainda publicação dispersa em revistas de poesia (Avatar, Quebra-Noz, Pé-de-Cabra, editadas no Porto entre 1978 e 1981).

Carlos Tê é autor do romance O Voo Melancólico do Melro, dos contos Contos Supranumerários (2001), bem como de um livro dedicado ao Porto Cimo de Vila, com ilustrações de Manuela Bacelar.

Declara-se portista ferrenho tendo sido um dos Moderados de Paranhos que em 2003 lançaram o "Um Pouco Mais de Azul" (single).

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